O que eu posso falar para a lua que anda me espiando?

Você bem sabe que as coisas andam difíceis para todos. Sei que os caminhos tomados são únicos e não resta mais tempo para lamentar, embora você deseje se esconder em alguma brecha do tempo e ficar lá por um tempo. Confesso que sentiria bastante saudade.

O que todos sabem é simplesmente o óbvio; essa bela Lua que flerta meu olhar sempre estará lá, pelo menos uma vez no mês irei ser capaz de contemplar e te escrever alguns simples recados sobre a beleza da lua. Ela faz cinema e não se preocupa com as questões pequenas, se para tu isso é grande, no todo, sinto te dizer, temos algo infinitamente pequeno. Essa vida é por demais ingrata, ainda mais se for levar em consideração essa brisa noturna que teima em me seduzir, sua dissimulada. Sei que você queria tanto, eu sei, mas também não sou capaz de te dar e como eu quis poder, é, desejei muito. De repente você me liga com as lágrimas falando por si, eu já sabia, o gelo se apoderou das minhas articulações e como eu queria ter de dado outra notícia, como seria mais belo se no universo os caminhos tivesse culminado em uma única palavra.

Eu não sei do resto da história.

Eu sei da minha história.

Pois, naquela manhã eu sentir a dor de não poder ter te dito o contrario, aceitei a morte. Esses fatos consumados, a morte. Ou seja, restou a mim te contar o que aquelas lágrimas tinham a esperança de não escutar. É, restou a mim te contar, a minha dor ainda pulsa. Desculpas por não possuir nada melhor naquela hora.

Mas a verdade é assim, a Lua se encolhe, os dias passam e o vento fresco da madrugada se aquece pela tarde, perdão por não fugir ao mundo.

Como desejava receber um abraço, mas tenho que ser forte para a hora que precisar, preciso ficar de plantão esperando meu chamado, mesmo que ele nunca venha.

perdão.